Gravado em estúdio - Santo André - Agosto/2006
Virgindade perdida

Este foi a primeira vez que entrei num estúdio de gravação; não sabia rigorosamente nada sobre isso; a minha falta de informação era tão gritante que só mais tarde compreendi porque é que a boa vontade do Tó Carlos não chegava.
Não sabia nada sobre a gravação de faixas sobrepostas, o trabalhar com o metrónomo, a introdução das faixas de voz.
O disco reflecte essa inexperiência (aliás um dos temas ficou tão mal - "Classical Gas" - que resolvi não o colocar em linha, reservando a ocasião para a sua apresentação condigna um dia destes - estou a re-estudá-lo, evidentemente, agora de acordo com a tablatura do Eric Clapton).
Estava tão virgem, tão virgem, que me ocorreu chamar a este disco "Virgindade Perdida", porque foi realmente com ele que eu comecei a compreender os rudimentos da gravação de som, maxime em estúdio.
Os temas deste disco foram escolhidos entre muitos, quase aleatoriamente; escolhi canções que costumo tocar normalmente nos serões com a família e os amigos.
Foi um bom ponto de partida, pois aprendi imenso, principalmente como preparar canções para as sessões de estúdio, o que pode ser muito diferente de simplesmente estudá-las para as executar ao vivo.
Corre-se o risco de "massacrar" a família com alguns temas, que a partir de certa altura já ninguém pode ouvir (devido à sua eterna repetição em treino).
A minha família felizmente reagiu muito bem, em qualquer caso eu também tive e tenho o cuidado de não repetir exageradamente as melodias quando eles estão presentes.

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