Canções do disco de 2008

Made in Alentejo

1. Classical Gas – Mason Williams/versão Eric Clapton..........3,08
2. Take it to the limit – Eagles.................................................. 4,35
3. Doolin Dalton – Eagles........................................................... 3,30
4. Dust in the wind – Kansas..................................................... 3,00
5. Sei-te de cor – Paulo Gonzo................................................... 5,09
6. Leve beijo triste – Paulo Gonzo............................................. 6,01
7. Irish Love – Mark Knopfler.................................................... 3,40
8. Spanish Caravan – Doors....................................................... 3,42
9. Behind blues eyes – Pete Townshend.................................... 4,28
10. Like a Sad Song – John Denver............................................ 3,58
11. Evocação (Zé) – José Bruto da Costa/Francisco B Costa.... 6,25 
Total/Tempo............................................................... 47,46

Comentários/Anotações

O título geral do disco resulta do facto de ter sido gravado integralmente no Alentejo, em Vila Nova de Santo André, e também por as suas músicas terem sido muitas vezes tocadas no meu refúgio do litoral alentejano.
Além disso - perdoe-se-me a blague - não sou menos que os "Deep Purple", que fizeram o Made in Japan, embora reconheça que sou um bocado menos viajado...

Classical Gas

Este disco representa várias apostas, a primeira das quais é a promessa que há 2 anos fiz a mim mesmo de um dia vir a tocar o "Classical Gas" em condições.
Composto por Mason Williams, a sua versão só para guitarra (vulgarizada por Eric Clapton) é um desafio: exige uma grande agilidade de dedos e uma eficientíssima combinação da acção dos dedos da mão direita e da mão esquerda; a velocidade com que a melodia é tocada leva à tendência para os dedos tocarem muito ao de leve na escala, o que resulta frequentemente em notas mal definidas ou mesmo inaudíveis; tocar a melodia com boa definição das notas é pois um desafio especial nesta peça musical.
A versão deste disco é a versão atribuída a Eric Clapton, basicamente a mesma de Mason Williams sem as partes de orquestra; é tocada numa única faixa de viola, toda em dedilhado muito rápido.
Quanto às cordas e ao tipo de viola, eu prefiro tocar esta melodia numa viola clássica de cordas de nylon (Williams e Clapton tocam em violas acústicas ou electro-acústicas de cordas de aço); a minha interpretação é feita na Esteve - que aliás toca (ou é tocada) em todas as faixas do disco (à excepção do "Irish Love", que é tocado exclusivamente na Gibson).
Enquanto o disco de 2007 foi o disco da Ovation, o de 2008 é indiscutivelmente o disco da Esteve e da Gibson, que aparecem praticamente em todas as faixas (as excepções são o "Irish Love" - em que só aparece a Gibson - e o "Take it to the Limit" - em que o trabalho de viola acústica é feito na Ibañez).

Take it to the Limit
Esta é uma daquelas canções que há mais de 20 anos faz parte do meu imaginário.
Trata-se de uma canção dos Eagles creio que do final dos anos setenta.
Constitui um trabalho de estúdio interessante com especial relevo para as faixas de orquestra e viola baixo da responsabilidade do Tó Carlos.

Doolin Dalton
Original dos Eagles, do álbum "Desperado".
É tocado em 7 faixas - 2 faixas de voz, 1 faixa de viola acústica (cordas de nylon), 1 faixa de viola acústica (cordas de aço), 1 faixa de viola baixo, 1 faixa de harmónica e 1 faixa de bateria.

Dust in the Wind
Versão clássica, feita em dedilhado muito completo e bastante rápido.
Este dedilhado foi muito usado e divulgado por Merle Travis, daí o nome que lhe puseram de "Travis picking" (Bob Dylan usa uma variante deste dedilhado em diversas canções, como o "Blowing in the Wind" e o "Don't think twice, it's all right").
Tem 2 faixas de viola (Esteve) - dedilhado e solo a meio da canção (este solo é feito em violino no original do grupo Kansas e por violino e orquestra na versão dos Eagles) - e 1 faixa de voz.

Sei-te de cor
O original é de Paulo Gonzo
Gravada em 5 faixas sobrepostas - 1 faixa de voz, 1 faixa de viola acústica (Esteve), 1 faixa de viola eléctrica (Gibson), 1 faixa de viola baixo e 1 faixa de bateria.

Leve Beijo Triste
Gravada em 4 faixas - 1 faixa de voz, uma faixa de viola acústica, 1 faixa de viola eléctrica e 1 faixa de harmónica. 

Irish Love
É uma melodia composta por Mark Knopfler creio que para fazer a banda sonora de um filme.
Nesta versão estão gravadas duas faixas de viola, uma de solo, outra de ritmo, ambas tocadas na Gibson.
Uma particularidade destas faixas é o facto de serem tocadas em dedilhado e não com palheta.
É raro tocar-se uma viola eléctrica sem palheta; Mark Knopfler é dos poucos guitarristas consagrados que dedilha a viola eléctrica, conseguindo resultados muito bons.

Spanish Caravan
Interpretação muito livre do original dos Doors, em viola clássica.

Behind Blue Eyes
As partes melódicas são tocadas em viola de cordas de nylon (no original de Pete Townshend é usada a viola eléctrica); o resultado é menos agressivo, retirando à canção um pouco da sua violência inicial.

Like a sad Song
A minha homenagem a John Denver; registe-se o primoroso trabalho de estúdio do Tó, quer na adição de uma faixa de orquestra, quer depois na mistura e masterização.

Evocação (Zé) – estudo em Mi menor
Naturalmente, esta melodia é a pedra de toque do álbum até porque é o seu único original.
Poderia chamar-se simplesmente "Evocação".
O tema principal e recorrente foi composto nos anos setenta do século passado pelo meu irmão José Manuel Bruto da Costa, falecido em 1974.
O Zé era um virtuoso da viola e estava destinado a ser um grande artista, se tivesse vivido mais uns anos.
Juntamente com o meu outro irmão (Fernando), sempre mantive o projecto de um dia pegar nesse tema e construir uma melodia mais completa.
A oportunidade surgiu agora.
O estudo não está acabado, em princípio será uma peça musical para duas violas, mas também pode ser tocado numa única viola, como é o caso - a faixa que por ora se ouve é uma única faixa de viola clássica (Esteve) tocada em dedilhado.

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